O coração humano é uma fábrica de ídolos, e ninguém documentou essa tragédia com mais profundidade do que Agostinho de Hipona em suas Confissões.
Muito antes de Calvino e Lutero levantarem a bandeira da graça soberana no século XVI, Agostinho travou uma batalha furiosa contra a ideia de que o ser humano possuía capacidade natural para alcançar a Deus.
Ao enfrentar as heresias de sua época, ele cravou na história da Igreja uma doutrina inegociável: nossa vontade não é livre; ela é escrava dos nossos afetos corrompidos, até que o Espírito Santo regenere o nosso coração.
A Reforma Protestante não inventou a doutrina da graça; ela apenas resgatou o que Agostinho já havia lido em Paulo.
É a humilhação do orgulho humano e a exaltação da misericórdia divina. Como ele orou de forma sublime: "Dá-me o que ordenas, e ordena o que quiseres." Deus não exige de nós o que podemos dar; Ele exige perfeição e, em Cristo, Ele mesmo nos fornece o que exige.
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